Por onde ando: Academia Militar das Agulhas Negras


Egresso conquista vaga em concurso militar

Publicado em 30/9/2019

Trilhar uma carreira de sucesso é o sonho de todo profissional, mas para que isso ocorra é necessário esforço e a criação de metas, pois saber aonde se quer chegar é fundamental para que o desejo se realize. E foi isso que o egresso do UniFOA, Flavio Cruz Sobreira, fez. Ele, que é graduado em Ciências da Computação (atualmente Sistemas de Informação) e Engenharia Civil, conquistou recentemente um cargo na Academia Militar das Agulhas Negras.

O acesso do egresso ao Exército Brasileiro se deu através do processo seletivo para Oficiais Engenheiros Militares Temporários (OEMT) ou mais comumente chamado de processo seletivo para OTT (Oficial Técnico Temporário). “O Exército Brasileiro se apresenta como uma excelente oportunidade de crescimento profissional em todas as áreas, mas especialmente nas Engenharias, que ainda vivem um cenário de baixo crescimento e investimento. É uma grande chance, principalmente para ter contato com as novas metodologias de trabalho” relatou o engenheiro.

Segundo Flávio, a obtenção do posto exigiu muita determinação, disciplina e foco, pois foram cerca de 40 mil inscritos concorrendo para as diversas vagas ofertadas somente na 1ª Região Militar (RJ/ES). “Me preparei durante 1 ano para o teste de conhecimentos específicos de Engenharia Civil e contratei um profissional de Educação Física para acompanhamento dos treinos para a prova de aptidão física que engloba corrida, flexão de braço, abdominal e barra suspensa”, pontuou o ex-aluno, que lembrou ainda que o processo dura 6 meses, contanto com a avaliação curricular, teste de conhecimentos, inspeção de saúde, entrevista com RH, prova de aptidão física e apresentação de certidões negativas.

A atividade de Flávio na Academia é dividida em duas partes: o trabalho técnico e o militar. “A parte técnica envolve elaboração de laudos, avaliações de risco, dimensionamento de estruturas, projetos em nível de detalhamento executivo, fiscalização de obras, medição de serviços, contratação de fornecedores, produção de termos de referência e de projetos básicos, levantamento de quantitativos e requisitos técnicos, elaboração de orçamentos e gestão de todo o ciclo de vida de um projeto. Além disso temos contato com diversos softwares de mercado e treinamento para novas tecnologias como a plataforma BIM” concluiu o segundo tenente.

Como o UniFOA contribui para a concretização do seu sucesso?

A instituição possui um dos melhores cursos de Engenharia Civil do Brasil, tive aulas com grandes mestres, são 51 anos de tradição e um corpo docente fiel aos valores da fundação. Fui aluno duas vezes do UniFOA: entre 2000 e 2004, cursando Ciências da Computação, e 2009 e 2014, cursando Engenharia Civil. Foram quase 10 anos, contando as duas graduações, isso por si só faz dessa instituição muito especial para mim, mas certamente os professores e funcionários que fizeram estes anos tão especiais. Hoje, aos 37 anos, me emocionei muito ao reencontrar o professor Mário Arthur e me lembrar que o conheci quando tinha 18 anos. Uma dezena de mestres me vem à cabeça e seria injusto citá-los sem prejuízo dos demais, no entanto, rever o Professor Zito, meu orientador de TCC, foi gratificante e reforçou a ideia de família que o UniFOA sempre cultivou em mim.

Projeto que impulsionou a Carreira

O TCC foi o mais importante. É o principal projeto da vida acadêmica e para mim não foi diferente. Tive muita sorte de ser aceito por um excelente orientador, o Zito, que me apoiou e apontou as melhores práticas da Engenharia. Minha escolha de projeto foi relacionada à infraestrutura urbana, redes de água, esgoto, drenagem e terraplanagem. Durante a prova de conhecimentos específicos do Exército me deparei com questões relacionadas ao meu tema de TCC e, se não fosse por essa experiência, provavelmente não teria êxito no concurso, que além de muito disputado é extremamente difícil.

Conselho sobre carreira aos novos alunos

Estejam atentos às novas tecnologias relacionadas às plataformas BIM, metodologias inovadoras de construção modularizada e também na sustentabilidade e eficiência energética aplicada às construções. Estes, na minha opinião, são os três pilares que farão a diferença nos próximos anos na Construção Civil.

 


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