Centro Tecnológico do Sul Fluminense


Instituições visitam empresas da região

Publicado em 6/6/2019

O Centro Tecnológico do Sul Fluminense, uma iniciativa da Firjan, APL Metal Mecânico do Médio Paraíba, MetalSul e Sebrae, realiza trabalho para conhecer as  principais necessidades da indústria regional. Depois de visitar a PSA Peugeot-Citröen, em Porto Real, representantes de 12 instituições de ensino conheceram o processo de produção da Schweitzer-Mauduit do Brasil (SWM), multinacional americana localizada em Piraí.

Lançado com o objetivo de aproximar o meio acadêmico com as indústrias para fomentar a inovação, o centro dá os primeiros passos na busca de soluções para o desenvolvimento econômico local. Por enquanto, o projeto se apresenta através de uma plataforma online, espaço virtual que media demandas e ofertas de recursos entre empresas e instituições de ensino. A meta, porém, é transformar a inciativa em um parque tecnológico físico.

Segundo a conselheira da Firjan e uma das coordenadoras da ação, Débora Caride de Carvalho, após a imersão em duas expressivas indústrias da região, muitas ideias já começam a ganhar forma: “A possibilidade de oferecer soluções por meio de trabalhos de conclusão de curso, dissertações ou mesmo projetos de extensão já foi considerada. É uma oportunidade para que o pesquisador acadêmico aplique suas pesquisas científicas na prática e para que o empresário conte com o know how científico das instituições de ensino.”

Durante a visita à fábrica da SWM, empresa especializada na fabricação de papel, professores e coordenadores dos centros de ensino puderam verificar que a indústria hoje precisa otimizar o consumo de energia no processo chamado refino, tratamento mecânico realizado na fibra da celulose. “A maioria das indústrias se fecha e esquece de olhar o que existe em volta e as capacidades que pode gerar na região. Com o Centro Tecnológico do Sul Fluminense, entendemos que muitas soluções podem ser aplicadas com o apoio da pesquisa científica. Basta adaptar para a realidade da nossa indústria”, reflete o gerente de desenvolvimento de produtos, Carlos Ragazzo.

Outro ponto verificado durante o tour na SWM foi a necessidade de fazer um uso mais nobre de resíduos que não podem ser reutilizados nos processos industriais. “Durante as discussões um professor comentou que existe a possibilidade de fazer tijolo ecológico com o lixo que não podemos aproveitar. Qualquer alternativa que nos ajude a reduzir o custo de transporte do resíduo e a conceder um destino mais sustentável passa a ser observada como um caminho a ser seguido”, complementa Ragazzo.

Se de um lado os empresários demonstram empolgação com a consolidação do Centro Tecnológico do Sul Fluminense, de outro as instituições de ensino se mostram ansiosas para envolver os alunos no desafio. Participam do Centro Tecnológico as instituições de ensino Firjan Senai, Fundação Educacional Dom Andre ArcoVerde (FAA), Centro Universitário de Volta Redonda (Unifoa), Associação Educacional Dom Bosco (AEDB), Faculdade Sul Fluminense (FaSF), Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), Instituto de Cultura Técnica (ICT), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade de Vassouras e Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB/Ferp).

Desenvolvimento exige cocriação dos setores

Para o presidente da Firjan Sul Fluminense e diretor da SWM, Antônio Carlos Vilela, a formalização do Centro Tecnológico do Sul Fluminense vai ao encontro da agenda regional do Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (2016-2025): “O projeto da plataforma online configura a antecipação de um polo tecnológico físico, espaço onde queremos desenvolver startups, empresas, além de fomentar grandes negócios.”

Segundo o presidente da Firjan Sul Fluminense, o envolvimento de centros de pesquisa e empresas em soluções inteligentes e sustentáveis representa um avanço imprescindível ao crescimento econômico da região. O próximo passo do Centro Tecnológico do Sul Fluminense é reunir a equipe técnica e analisar as demandas das indústrias que já demonstraram suas necessidades – SWM e PSA Pegeout Citröen. “Com as informações em mãos, agora é a hora de buscar a solução”, finaliza Vilela.

Fonte: Jornal Diário do Vale


Professores e aluno do UniFOA em visita à Schweitzer-Mauduit do Brasil

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