A Base Nacional Comum Curricular e a diversidade sexual


II Ciclo de Debates em Educação Básica debate o tema

Publicado em 24/4/2019

O II Ciclo de Debates em Educação Básica recebeu acadêmicos para um dilálogo sobre “A Base Nacional Comum Curricular e a Diversidade Sexual”, com o fundador do Volta Redonda sem Homofobia, Nathan Amorim. O evento que aconteceu nessa quarta-feira, 24, no campus Olezio Galotti, teve como objetivo proporcionar aos alunos de Ciências Biológicas - Licenciatura e de Educação Física - Licenciatura o desenvolvimento do senso crítico e reflexivo. O evento foi promovido pelos cursos em parceria com o Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, Mecsma. 

O evento teve sua primeira edição no ano passado, de acordo com o coordenador do curso de Ciências Biológicas Licenciatura, Dimitri Alves. “O Ciclo de Debates se caracteriza como uma ferramenta adicional para que os discentes tenham capacidade de reflexão sólida para quando forem atuar profissionalmente, principalmente com temas que são mais sensíveis perante à sociedade, mas que são de fundamental importância para que a gente implemente igualdade, respeito”, explicou Dimitri.

Diversidade Sexual nas escolas

Segundo o palestrante, a última pesquisa, feita em 2016, aponta que 60% dos alunos LGBTQ+ se sentem inseguros de frequentar a escola devido a sua orientação sexual ou expressão de gênero. “O Brasil concentra 82% da evasão escolar de travestis e transexuais no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas, ONU. Além disso, os índices de homicídios da juventude LGTBQ+ vem aumentando, ao passo que o acesso da população ao mercado de trabalho vem diminuindo. Infelizmente estamos em retrocesso, mas acreditamos que através da educação conseguiremos trazer mais igualdade”, pontuou o fundador do Volta Redonda sem Homofobia.

É a terceira vez que Pedro Rodrigues, acadêmico do terceiro ano do curso de Educação Física Licenciatura participa do ciclo de debates. “Alunos que participam do Pibid como eu e estão diretamente ligados aos alunos da educação básica sentem o quanto é importante para nós debater esse tema, porque vemos na prática como as crianças precisam compreender mais sobre diversidade. O formato do ciclo também facilita muito o nosso aprendizado, porque quando abrimos uma roda de conversa para falar sobre o tema, podemos trocar conceitos e opiniões com diferentes pessoas de diferentes formações, o que nos permite ter uma vivência ampliada através da vivência do outro”, ponderou o futuro professor de educação física.

“Algumas pessoas acham existe uma censura do tema dentro das escolas, mas as competências e as habilidades específicas da base nacional comum curricular e do plano nacional de educação asseguram a discussão, que também é prevista pela constituição federal e dentro do sistema internacional de direitos humanos, da qual o brasil faz parte”, concluiu Nathan.

Confira alguns registros:


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