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Mágica ou Física?

Ensino lúdico se tornou produto do mestrado - 15/02/2016


Mágica é a arte performativa que nasceu no Egito Antigo, por volta de 1700, com objetivo de entreter o público dando a ilusão de que algo impossível ou sobrenatural ocorreu. Embora os mágicos aparentem desafiar as leis da física, os números por eles criados não possuem nada de sobrenatural, tratando-se de ilusões realizadas através de meios naturais. 

Professor de física há 20 anos, Alex Bosco concluiu o Mestrado Profissional em Ensino em Ciências da Saúde e do Meio Ambiente, em dezembro, apresentando uma dissertação inusitada: uma caixa mágica que ensina a física de uma maneira lúdica. “Sempre quis oferecer novas experiências para os alunos, então, aproveitando a minha área de atuação, trouxe para eles e para os meus colegas de trabalho aquilo que já vivenciava”, contou. 

A dissertação foi desenvolvida a partir de conversas com a orientadora, professora Denise Rodrigues, nas quais as formas de trabalho foram definidas. “Até então a nossa intenção era produzir um produto mais simples, como um CD, mas pensamos que o trabalho poderia ser mais bem divulgado. Então, começamos a produzir as oficinas experimentais de física”, continuou. 

"A dissertação traz um experimento chamado 'Caixa Mágica'. A partir dela, fazemos uma apresentação de fenômenos ópticos estudados pela física. Juntei toda a parte lúdica com a parte exata estudada pela física, refração e reflexão, e montei uma oficina na qual o aluno passa a ter informação da teoria e da prática”, explicou. 

Na mágica, entra a Branca de Neve que se ‘transforma’ em uma bruxa, mas a ilusão é criada através de vidros e espelhos. “Os alunos ficaram encantados, porque junta-se algo que é exato com algo que traz dúvida. O resultado foi o melhor possível, a assimilação dos alunos foi ótima”, acrescentou. 

Orientando pela primeira vez um trabalho mágico, a professora Denise contou que gostou e apoiou a ideia desde o princípio. “Hoje, se você não apresenta algo novo aos jovens, eles não vão te dar atenção, principalmente na disciplina de física”, acredita a professora. 

Além da defesa na conclusão do mestrado, o trabalho foi apresentado no Colóquio do UniFOA, em outubro de 2015, e em um congresso na Colômbia, também no ano passado. “Ele foi muito bem recebido por onde passou”, comemora Denise. “É um trabalho inédito e foi até um desafio para escrever por não possuir muito material neste gênero”, completou Alex, que acredita que o mestrado foi um diferencial em sua carreira. “Ampliou os meus horizontes, porque antes eu ficava restrito a apresentar o meu trabalho apenas aos meus alunos, agora qualquer um pode ter acesso a ele; tenho certeza que o trabalho realizado em sala de aula poderá contribuir com o estudo da física e isso me traz prazer”, concluiu.